Alemanha. Munique cancela mercado de Natal devido a situação “dramática” da Covid-19

Localizada na região sul da Baviera alemã, a cidade está a lutar contra uma das maiores taxas de infeção do país, que enfrenta a quarta vaga da pandemia.

Munique tornou-se esta semana a primeira grande cidade alemã a cancelar o tradicional mercado de Natal, que atrai todos os anos cerca de três milhões de visitantes. As autoridades culpam o “dramático” ressurgimento da covid-19.

O presidente da Câmara de Munique, Dieter Reiter, chamou-lhe uma “notícia amarga” para os residentes e comerciantes da cidade, mas disse que seria irresponsável que o evento fosse para a frente. “A situação dramática nos nossos hospitais e os números de infeção que crescem exponencialmente não me deixam outra escolha: infelizmente, o mercado de Natal de Munique não pode ter lugar este ano”, disse Reiter numa declaração.

A abertura do “Christkindlmarkt”, cujo Mercado é um dos maiores e mais populares em toda a Alemanha, estava prevista para 22 de novembro.

Os olhos voltam-se agora para cidades como Colónia, Estugarda, Nuremberga e Dresden, que se encontram a preparar os tradicionais mercados de Natal. Vários mercados mais pequenos já foram cancelados em toda a Alemanha, mas até agora muitos organizadores continuam a contar com a abertura de portas.

Em 2020, a maior parte dos mercados de Natal alemães foram cancelados, mas com a melhoria da situação e a vacinação contra a covid-19 em 2021 poucos previam que a pandemia ditasse o cancelamento de um dos maiores e mais populares mercados natalícios em todo o país.

Entre os mercados que deverão abrir, as autoridades planeiam impor regras mais restritas em alguns casos, que impedem o acesso aos não vacinados. Outras cidades poderão exigirão certificado de vacinação, recuperação ou um teste negativo para permitir a entrada dos visitantes.

A Alemanha alberga todos os anos cerca de 2.500 mercados de Natal que são populares entre os visitantes que podem saborear vinho quente e castanhas assadas, comprar produtos artesanais entre aglomerados de chalés de madeira.

Antes da pandemia, estes espaços atraíam anualmente cerca de 160 milhões de visitantes nacionais e internacionais, com receitas de três a cinco mil milhões de euros, de acordo com a associação de vendedores em stands, BSM.

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