Angola vai contar com Fundo da Cultura, Turismo e Ambiente para fomentar os três setores

LUANDA, ANGOLA, 21.07.2012 - campo de Golf do bairro do Benfica, em Luanda. Grupos de dançaS tradicionais. Foto: Juca Varella

O Fundo do Ambiente angolano vai ser transformado em Fundo da Cultura, Turismo e Ambiente para fomentar a atividade turística, sobretudo o turismo interno, apoiar associações ambientais e artistas em dificuldades sociais.

Segundo o ministro da Cultura, Turismo e Ambiente, Filipe Zau, estão em curso trabalhos visando a “reforma do Fundo do Ambiente com vista à sua transformação em Fundo da Cultura, Turismo e Ambiente, bem como a criação de equipas de trabalho visando o estudo sobre a situação social dos artistas”.

“O apoio a associações ambientais, bem como no fomento à atividade turística com primazia para o turismo interno, tendo em conta o contexto atual da pandemia causada pela covid-19, que nos obriga a medidas de biossegurança e distanciamento físico”, afirmou o governante.

Filipe Zau, que falava na cerimónia de cumprimentos de fim de ano do organismo que dirige, exortou também para a necessidade de uma “boa gestão do erário” e dos bens colocados ao serviço do ministério, reorganização e o funcionamento das diferentes áreas.

Com base “nas disposições legais existentes, para se evitar a usurpação de competências e a insubordinação ou atos de indisciplina às normas e procedimentos estabelecidos”, pois “o futuro terá de ser de ‘compliance'”, defendeu.

O ministro angolano recordou, na sua intervenção, as três áreas específicas do seu pelouro, referindo que “caso se crie uma área de interação entre as mesmas”, cultura, turismo e ambiente, “pode-se encontrar uma parte comum, caracterizada pela interdisciplinaridade”.

A parte comum, explicou, criará a identidade que o “ministério procura e que será implementada através de projetos transversais às três áreas”, enquanto “a parte diversificada continuará a tratar de aspetos específicos a cada uma das áreas”.

“Porém, estou em crer que será através dos projetos resultantes da intercessão entre as três áreas que poderá nascer uma parte relevante para a diversificação da nossa economia”, frisou.

A necessidade de se promover e difundir a cultura angolana como um todo, de modo a estimular “as indústrias culturais e criativas”, de se fomentar o turismo interno “e procurar captar investimentos” e de se “apostar fortemente” na educação ambiental foram igualmente defendidos pelo governante.

Filipe Zau, no cargo desde 29 de outubro de 2021, assinalou ainda que a aposta do departamento ministerial deverá, igualmente, incidir no “trabalho continuado, para a melhoria dos indicadores preocupantes relacionados com os níveis e gravidade de crimes ambientais”.

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