China pede a Portugal para se opor ao “nacionalismo de vacinas” e ao “vírus político”

O conselheiro de Estado e ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, disse na semana passada que a China está pronta para fortalecer a cooperação com Portugal e outros países europeus na pesquisa e desenvolvimento e na distribuição justa de vacinas e medicamentos, além de se opor em conjunto ao "nacionalismo de vacinas" e ao "vírus político".

China pede a Portugal para se opor ao "nacionalismo de vacinas" e ao "vírus político"

Wang proferiu estas declarações na primeira ronda de diálogo estratégico a nível de ministros das Relações Exteriores em Chengdu, capital da Província de Sichuan, sudoeste da China, com Augusto Santos Silva, ministro de Estado e ministro dos Negócios Estrangeiros português.

Desde o surto da COVID-19, a China e Portugal têm-se apoiado mutuamente em momentos de dificuldade. A amizade tradicional entre os dois países resistiu ao teste e abriu novas oportunidades, informou Wang.

Observando que o rastreamento de origem do vírus é uma questão científica, Wang espera que os dois lados se oponham conjuntamente à manipulação política da questão do rastreamento de origem, resistam em conjunto ao “vírus político” e salvaguardem a situação geral de solidariedade contra a pandemia.

Não há conflito de interesses fundamentais nem oposição de interesses reais entre a China e a Europa, de acordo com Wang. “Esperamos que as atuais dificuldades possam ser superadas o mais rapidamente possível para trazer as relações bilaterais de volta ao caminho de desenvolvimento sólido. Acredita-se que Portugal continue a desempenhar um papel construtivo neste sentido.”

Santos Silva expressou condolências à China pela severa catástrofe de enchentes na Província de Henan, agradeceu à China por fornecer suprimentos antiepidémicos a Portugal e demonstrou a disposição de cooperar com a China em vacinas.

O mercado português estará sempre aberto às empresas chinesas, disse o ministro de Negócios Estrangeiros português, na esperança de cimentar ainda mais os laços entre os dois lados na era pós-epidemia.

As duas partes também trocaram opiniões profundas sobre assuntos internacionais e regionais de interesse comum. Ambos os lados estão satisfeitos com o sucesso da primeira ronda de diálogo estratégico a nível de ministros das Relações Exteriores.

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