Embaixadora da ONU e atriz luso-brasileira é “Madrinha” do Projeto Casa Moura em Portugal

Em 2020, a Mutualista Covilhanense, entidade com sede na Covilhã, deu início ao Projeto, uma Casa de Acolhimento Especializada (CAE) destinada a acolher Crianças e Jovens Estrangeiros Não Acompanhados (CJENA) no âmbito de um compromisso assumido pelo Estado português perante a União Europeia.

No dia 4 de outubro, a instituição recebeu Úrsula Corona, ativista e embaixadora da Organização das Nações Unidas (ONU) no Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas, que será “Madrinha” do Projeto Casa Moura.

A atriz e apresentadora luso-brasileira, que trabalha entre Portugal e o Brasil, é uma mulher ligada a causas sociais e aposta no empreendedorismo social, apresentando ferramentas para “potencializar talentos locais ativando uma economia sustentável e o consumo consciente”. Mais recentemente, lançou, em parceria com a ONU, o Programa “Fome de Tudo”, que conta com financiamento da Suíça.

Úrsula Corona visitou as instalações da Casa Moura e aproveitou a oportunidade para conviver com os jovens integrados no projeto, com quem partilhou o almoço após uma visita à sede da Mutualista, onde conheceu todos os projetos, ações, valências, serviços e objetivos da Associação.

A responsável classificou a Casa Moura como “um projeto genuíno, com impacto regional tão único, tão forte que os portugueses têm de conhecer”.

“É um projeto que luta pela independência, que realiza, que atende não só este público específico, que são sobreviventes excluídos, que sofrem muitos preconceitos, liderado por uma instituição que também ajuda os idosos. Poder vir aqui, poder conhecer um projeto que faz a diferença e que tenta potencializar cada vida, que tenta incluir estes jovens no mercado de trabalho, formá-los, dar-lhes educação e reconstruí-los, é uma honra poder ser madrinha e a gratidão é minha”, afirmou.

Nelson Silva, presidente da Direção da Mutualista Covilhanense, realçou que poder contar com o apadrinhamento da Casa Moura por um nome conhecido no meio social é um passo importante nesta jornada que procura dar autonomia de vida aos jovens acolhidos.

A Direção da Mutualista e a atriz estudam já ações que possam beneficiar os jovens acolhidos neste projeto.

“Agora, juntamente com toda a Direção da Mutualista, vamos estruturar passos e projetos sólidos, implementar empreendedorismo social, não só em Portugal, mas também noutros países. Uma outra rede que queremos trazer para a Casa Moura é o projeto Fome de Tudo que criei em 2018, que tem o apoio das Nações Unidas, e que está a evoluir bastante no Brasil, Portugal e em alguns países de África, e poder estabelecer esta rede, onde temos um objetivo comum, que é o empreendedorismo social e o direcionamento destas vidas, só nos faz ganhar forças juntos e acredito que vai potencializar todos que estão inseridos nesta, não só os jovens”, finalizou a ativista da ONU.

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