Empresa algarvia ajudou a desenvolver aplicação concorrente da TikTok

Uma empresa de tecnologia digital algarvia esteve cerca de dois anos a trabalhar no desenvolvimento da aplicação norte-americana Triller e contribuiu para solidificar este serviço de partilha de música e vídeo concorrente da aplicação chinesa Tik Tok.

Miguel Fernandes é o fundador e diretor executivo da Dengun e explicou à agência Lusa que a empresa algarvia começou a trabalhar no desenvolvimento da Triller no início de 2018, chegou a gerir desde Faro uma equipa de 30 pessoas e conseguiu resolver as dificuldades que a aplicação tinha para funcionar sem bloquear, quando tinha cerca cinco milhões de utilizadores.

A Dengun esteve associada ao projeto até março passado e Miguel Fernandes congratulou-se por ter conseguido ajudar a aplicação a estabilizar o seu serviço, permitindo-lhe depois obter investimentos avaliados em 100 milhões de euros e posicionando-a para conseguir responder ao «crescimento exponencial» de utilizadores que está a ter atualmente como principal concorrente Tik Tok.

«Quando falámos com eles [Triller], basicamente estavam numa situação má, aquilo não funcionava, tinham cerca de cinco milhões de utilizadores – isto há cerca de dois ou três anos -, não tinham equipa de desenvolvimento — tinha sido encostada – e nós entrámos num processo que era como um comboio em andamento, mas como o motor estragado, tivemos de reparar o motor em andamento e conseguimos, em cerca de dois meses, estabilizar os erros e a situação», afirmou Miguel Fernandes.

O diretor executivo destacou também a importância do trabalho realizado pela sua equipa para permitir à Triller «reduzir os custos por mês em servidores de 50 mil para 10 mil dólares» e para «colocar Faro ao lado de Nova Iorque ou Silicon Valley» como criadora de conhecimento tecnológico.

«Ajudámo-los a crescer até um ponto em que eles conseguiram obter 100 milhões de financiamento, há cerca de seis meses», realçou Miguel Fernandes, lembrando que a Triller era «uma aplicação mobile que ‘crushava’, porque estava mal estruturada de raiz», e a Dengun estabilizou o serviço, «gerindo o projeto a nível internacional a partir de Faro, com 30 pessoas».

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