Erasmus + lançado na presidência portuguesa da União Europeia

Erasmus +

O programa Erasmus +, uma das medidas do Plano de Ação para a Educação Digital 2021-2027 elaborado pela Comissão Europeia, será lançado durante a presidência portuguesa da União Europeia (UE).

Num debate sob o tema “Europa Resiliente: Promover os valores europeus na era digital”, organizado pelo MNE e pela representação em Portugal da Comissão Europeia para debater as prioridades de Portugal para a presidência da EU, o ministro da Educação Tiago Brandão Rodrigues, destacou a importância do programa Erasmus + na “promoção da mobilidade no espaço europeu de educação”, que deve ser “cada vez mais inclusiva (…) e alargada”. O Erasmus + junta todos os programas de intercâmbio da área da educação e formação da UE.

“O digital pode servir melhor a educação, sem mudar essa própria educação”, frisou Tiago Brandão Rodrigues, apontando que a covid-19 “veio evidenciar a urgência do digital”, mas este era já uma prioridade e continuará a ser “depois de ultrapassada a pandemia”.

A comissária europeia da Inovação, Investigação, Cultura, Educação e Juventude, Mariya Gabriel, também presente no debate, estabeleceu as duas principais prioridades do Plano de Ação para a Educação Digital: “desenvolver um ecossistema digital de alto desempenho” e “reforçar as competências digitais para a transformação digital”.

Com vista a esses objetivos, Mariya Gabriel apelou à necessidade de um “investimento em infraestruturas, conectividade e dispositivos digitais, bem como uma utilização crítica das tecnologias”, e de um “forte apoio à literacia digital e ao desenvolvimento de aptidões digitais para todos os cidadãos”.

O novo plano, já aprovado pelo Conselho Europeu, teve por base “as lições aprendidas com a crise da covid-19″ e a “extensa consulta pública” realizada, disse a comissária, referindo Portugal como “um dos países mais ativos” no apoio à sua preparação.

O ministro da Educação sublinhou ainda a “necessidade, a utilidade e a centralidade do investimento na educação”, apostando “na integração e na abertura” e recusando “tentações de algum isolamento”.

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