Forças Armadas da Guiné-Bissau pedem mais formação em língua portuguesa

“Considerando que a língua portuguesa é a nossa língua oficial, não podemos em nenhum momento fugir à regra de implementar este instrumento nas Forças Armadas da Guiné-Bissau”, afirmou o chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau (CEMGFA), Biagué Na Tan.

O chefe das Forças Armadas guineense falava ontem (7 de outubro) na cerimónia de encerramento do curso de língua portuguesa com a entrega de 72 diplomas a militares guineenses que frequentaram o curso com aproveitamento nos últimos seis meses.

O projeto da melhoria da proficiência da língua portuguesa nas Forças Armadas da Guiné-Bissau foi financiado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua e pelo Ministério da Defesa português, através da Direção-Geral da Política de Defesa Nacional.

“As Forças Armadas da Guiné-Bissau querem pedir ao Camões para continuar com este processo do curso, que continue até alcançar uma vitória total. A melhor ferramenta que podem ter nas forças armadas é a capacitação da língua portuguesa”, afirmou o general.

Presente na cerimónia de encerramento esteve também o embaixador de Portugal, José Caroço, que considerou os resultados “bastante positivos”.

Os formandos “perceberam a mais-valia, a utilidade de um domínio de uma melhor capacitação em termos da proficiência da língua portuguesa”, afirmou o embaixador.

José Caroço salientou também que o “projeto não fica aqui” e que estão em Lisboa quatro militares a fazer um curso de formação de formadores e um curso de aperfeiçoamento de língua portuguesa.

“A língua portuguesa deve ser cada vez mais incorporada, trabalhada, assimilada, melhorada pelas forças armadas da Guiné-Bissau”, salientou.

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