Investigadores japoneses desenvolvem máscara “que brilha” se estiver positivo à Covid-19

Equipamento de proteção com método inovador de deteção do vírus poderá estar disponível no mercado já em 2023.

Segundo avançou a agência de notícias nipónica “Kyodo News”, um grupo de investigadores japoneses desenvolveram uma máscara na qual está incorporado um filtro que, se tiver partículas do vírus SARS-CoV-2, brilha na presença de uma luz ultravioleta.

A equipa da Kyoto Prefectural University, no Japão, está a aguardar que as estas máscaras sejam aprovadas pelo governo para que possam começar a ser comercializadas já em 2023.

Um dos investigadores, Yasuhiro Tsukamoto, presidente desta Universidade de Kioto e líder do projeto, descobriu que estava infetado com Covid-19 ao usar esta máscara, confirmando depois a infeção através de um teste de PCR.

A confirmação da eficácia destas máscaras também foi apurada depois de serem testadas, durante dez dias, em 32 pessoas infetadas que as usaram durante oito horas, diariamente.

“No fim desse período, todas brilhavam”, confirmaram os investigadores, que pretendem agora alargar a experiência a mais de 150 pessoas.

Refira-se que não basta apontar luz ultravioleta para saber o resultado. “Para detetar a infeção, é necessário pulverizar um corante que contém anticorpos de ovos de avestruz (que são muito resistentes à Covid-19, representando um recurso de baixo custo) e apontar a luz ultravioleta para ver se o filtro brilha ou não.

Exit mobile version