Luxemburgo. “Não há limitações para que passem as férias em Portugal”

O ministro da Administração Interna, José Luis Carneiro, esteve no 10 de junho no Luxemburgo e lançou o repto à comunidades dos migrantes portugueses: “Esperamos por vocês!”

“Desta vez não há limitação para que possam passar as vossas férias em Portugal. Esperamos por vocês!” Este foi o convite deixado pelo ministro da Administração Interna, José Luis Carneiro, na cerimónia de comemoração do 10 de junho que decorreu no “Cercle Cité” no Luxemburgo.  “Conseguimos controlar a pandemia e regressamos à normalidade”, afirmou o governante português que veio ao Grão-Ducado participar nas comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Uma receção organizada pela Embaixada de Portugal que contou com sala cheia, depois de dois anos de interrupção da cerimónia por causa da pandemia.

“Uma pandemia que interrompeu durante dois anos as nossas vidas”, sublinhou José Luís Carneiro na sua intervenção.

Mas “a seguir à pandemia abateu-se outra catástrofe que foi a invasão russa da Ucrânia”, afirmou o ministro. “Esperamos que o bom senso regresse a Moscovo. As armas devem dar lugar à diplomacia e à paz”, desejou. “Estou certo que sairemos mais fortes e unidos desta nova provação. Quem pensou que nos ia dividir enganou-se”, sublinhou.

“Se quiserem regressar serão recebidos de braços abertos”

Dirigindo-se à comunidade de migrantes portugueses afirmou que também são bem-vindos os que quiserem regressar para sempre: “Se quiserem regressar serão recebidos de braços abertos” referiu o governante português dirigindo-se às dezenas de imigrantes presentes na sala a quem “desejou os maiores sucessos no Luxemburgo”. Para que todos possam “viver em conjunto” apelou aos emigrantes que “exercem a cidadania”, através do voto nas eleições autárquicas do próximo ano.

Na sua intervenção fez ainda referência à Visita de Estado do Grão – Duque Henri a Portugal que “colocou as nossas relações bilaterais num patamar mais elevado”.

Também António Gamito, embaixador de Portugal no Luxemburgo, referiu esta visita como “um sucesso”. Durante a sua intervenção afirmou que “ainda o combate da pandemia ainda não terminou, já outro combate está a ser travado na Europa” com a Guerra na Ucrânia. Mas “a história mostrar que não é possível amordaçar um povo”, salientou perante uma plateia onde também estavam representantes da comunidade ucraniana no Luxemburgo.

Mas foi a presença de Felix Braz, antigo vice-primeiro-ministro lusodescendente do Luxemburgo, que sofreu um ataque cardíaco e entrou em coma no verão de 2019, a mais aplaudida durante a cerimónia. Depois de quase três anos de recuperação o antigo governante reapareceu nesta sessão de comemoração do 10 de junho. No final da cerimónia ouviram-se os hinos da Ucrânia, Luxemburgo e Portugal. Este último foi cantado por quase todos os presentes na sala.

 

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