Luxemburgo. Trabalhadores poderão ter de gastar mais de 500 euros por mês em testes à Covid-19

Os trabalhadores não vacinados ou recuperados da infeção, terão de pagar do seu bolso os testes PCR ou antigénios para poderem entrar no local de trabalho, a partir de 15 janeiro. Governo, patrões e sindicatos não chegaram a acordo sobre esta despesa.

A partir de 15 de janeiro passa a vigorar o CovidCheck obrigatório nas empresas do Luxemburgo. Só pode ir trabalhar quem apresentar este certificado 3G, ou seja, quem esteja vacinado, recuperado da infeção ou apresentar um teste de rastreio negativo, PCR ou antigénio.

Assim ficou acordado ontem na reunião entre o governo, os patrões e os sindicatos de trabalhadores, e anunciado em conferência de imprensa.  Um dos aspetos em que não se chegou a acordo foi o de quem pagaria os testes RCR ou antigénio aos trabalhadores que não estejam vacinados ou recuperados da infeção. Uma situação lamentada pela presidente da OGBL, Nora Back.

Tudo aponta que terão de ser os próprios trabalhadores a pagar todos os testes de rastreio ao Sars-Cov-2 para poderem trabalhar. A obrigatoriedade de apresentação CovidCheck válido no trabalho vai vigorar, até 27 fevereiro, nesta fase.

As contas são fáceis de fazer. Cada teste PCR, válido por apenas 48 horas, custa cerca de 60 euros (59.95 euros). Qualquer coisa como 120 euros por semana, 460 euros por três semanas, 580 euros por mês, de quatro semanas.

Os testes antigénios são mais baratos, custam cerca de 20 euros (19 euros) mas válidos apenas por 24 horas. Neste caso são precisos cinco testes por semana, sendo a despesa de 100 euros. Cerca de 400 euros por mês.

A não ser que haja empresas que decidam oferecer os testes a estes trabalhadores, os não vacinados ou aquele que ainda não foram infetados e estão recuperados têm de pagar do seu bolso a testagem à covid-19, para poder trabalhar.

Na conferência de imprensa conjunta foi anunciado claramente que, os trabalhadores que não apresentarem a prova de uma das três situações, vacinação, recuperação ou testes negativos, não pode entrar na empresa.

Embora o governo garanta que ninguém pode ser despedido por não ter CovidCheck a verdade é que a alternativa existente é então o trabalhador chegar a um acordo com o patrão para poder ter férias, ou faltar ao trabalho, sem ser remunerado.

A par com os ministros Dan Kersch e Marc Hansen, estiveram presentes na conferência de imprensa representantes dos sindicatos OGBL, LCGB e CGFP, sendo o patronato representado pela União das Empresas Luxemburguesas.

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