Marcelo espera que eleições na Guiné-Bissau cumpram “valores da CPLP”

O Presidente da República Portuguesa manifestou a preocupação de que as eleições antecipadas na Guiné-Bissau, previstas para dezembro, possam decorrer segundo “os valores” da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

É um país que vai ter eleições e uma preocupação é naturalmente – como com todos os Estados, nomeadamente da CPLP – que estas eleições (…) possam decorrer num contexto que é um contexto próprio dos valores da CPLP e são valores que nós temos afirmado sistematicamente com todos os Estados sem exceção”, disse esta quarta-feira Marcelo Rebelo de Sousa no final de uma série de encontros bilaterais no Palácio de Belém, nomeadamente com o Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló.

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, marcou eleições legislativas antecipadas para 18 de dezembro, depois de ter dissolvido, em maio, o parlamento guineense.

Na sequência da dissolução do parlamento, o chefe de Estado formou um Governo de iniciativa presidencial, com o principal objetivo de organizar o escrutínio.

Organizações de defesa dos direitos humanos, como a Amnistia Internacional, têm manifestado preocupação com a situação que se vive atualmente na Guiné-Bissau, apelando a Portugal e a outros países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa [CPLP] que intervenham junto de Bissau para que os direitos humanos sejam protegidos no país.

A Guiné-Bissau é um dos países mais pobres do mundo, com cerca de dois terços dos 1,8 milhões de habitantes a viverem com menos de um dólar por dia, segundo a ONU.

Desde a declaração unilateral da sua independência de Portugal, em 1973, sofreu quatro golpes de Estado e várias outras tentativas que afearam o desenvolvimento do país.

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