Marcelo Rebelo de Sousa promulga venda de participação em banco de Cabo Verde

O Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, promulgou esta segunda-feira o diploma relativo à venda do Banco Comercial do Atlântico (BCA), instituição financeira cabo-verdiana detida pelo grupo estatal financeiro Caixa Geral de Depósitos, segundo anúncio oficial.
O anúncio foi feito na página oficial da Presidência da República, informando que Marcelo  promulgou o diploma do Governo, não obstante de ter dúvidas “sobre se não enfraquecerá a presença financeira de Portugal em Cabo Verde.”
O presidente da comissão executiva do grupo CGD, Paulo Macedo, informou o Governo cabo-verdiano que “a participação no Banco Comercial do Atlântico iria ser vendida e que o Banco Interatlântico, onde controla 70% do capital social, iria ser mantida, no decurso de uma deslocação à Praia, em Dezembro de 2018”.
Paulo Macedo justificou a decisão tomada com a “necessidade de racionalizar a presença do grupo CGD nas instituições bancárias do arquipélago”, tendo sido afastada a hipótese de fusão das duas instituições, solução que levaria ao possível despedimento de trabalhadores.
“O nosso entendimento é que o BCA é um banco pujante, virado para generalidade da economia cabo-verdiana. É um banco mais virado para dentro, enquanto o Banco Interatlântico é um banco de empresas que nós queremos que seja cada vez mais virado para fora”, disse Paulo Macedo, depois de um encontro com o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva.
O Banco Atlântico tem como principais accionistas o grupo CGD com 70% e as sociedades anónimas Empreitel Figueiredo com 11,11%, Sita com 5,45% e Adega com 6,43%.
O Ministério das Finanças de Portugal anunciou em Julho de 2018 que a CGD teria de reduzir a sua presença em Cabo Verde e em Moçambique até ao final de 2020, ao abrigo da revisão autorizada pela Comissão Europeia do Plano Estratégico 2017/2020 da instituição.
 

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