Português como língua oficial da ONU é um objetivo que «só pode ser cumprido» pelos países da CPLP

O ministro dos Negócios Estrangeiros português defendeu que a instituição do português como língua oficial da Organização das Nações Unidas (ONU) deve acompanhar a reforma do Conselho de Segurança, nomeadamente com a eventual entrada do Brasil.
A instituição do português como língua oficial é “um objetivo que só pode ser cumprido pelo conjunto dos países de língua portuguesa”, considerou Augusto Santos Silva, a propósito da apresentação das comemorações do Dia da Língua Portuguesa e da Cultura da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que se assinala a 05 de maio e que este ano terá um conjunto de iniciativas nos jardins da ONU, em Nova Iorque.   
O governante destacou que esse processo “deve ser associado ao processo de reforma das Nações Unidas e em particular do seu Conselho de Segurança”.
Portugal defende que a atual composição do Conselho de Segurança – cinco membros permanentes (Estados Unidos, Rússia, França, Reino Unido e China), com poder de veto, e 10 não permanentes – “já não reflete as realidades do sistema internacional” e advoga que sejam “acrescentados pelo menos três novos membros permanentes”. 
Para o Governo português, devem entrar para o Conselho de Segurança “um país africano, a ser escolhido pelos próprios africanos”, além da Índia e do Brasil, com as necessárias alterações ao atual sistema de veto dos membros permanentes.
“Esses dois processos vemo-los em paralelo”, sustentou Santos Silva. 
“A realidade lusófona tem de ter tradução no sistema das Nações Unidas”, disse, lembrando que há “falantes de português na direção desse sistema”, cujo secretário-geral é o antigo primeiro-ministro português António Guterres.
“Todos julgamos que, a mais ou menos no médio prazo, o português se tornará com toda a justificação e mérito como uma língua oficial” das Nações Unidas, juntando-se ao chinês, inglês, russo, francês, espanhol e árabe.

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