Preço do pão em Portugal pode sofrer ligeiras correções em 2020

O preço do pão poderá sofrer «ligeiras correções» este ano, apesar do valor da matéria-prima permanecer inalterado, num setor onde se avizinham «tempos difíceis», com o consumidor a evitar os hidratos, segundo a associação da indústria de panificação.
«O que poderá haver são ligeiras correções de preços e, mesmo estas, dependem de caso para caso», indicou a secretária-geral da Associação do Comércio e da Indústria de Panificação, Pastelaria e Similares (ACIP), Graça Calisto, recusando o termo “aumento de preços”, uma vez que «o preço e o peso do pão são livres».
De acordo com a responsável, o preço da matéria-prima – farinha, água, sal e fermento – não sofreu aumentos significativos durante 2019, prevendo-se ainda que esta tendência continue em 2020.
Porém, o consumo teve um «ligeiro decréscimo», na ordem dos 20%, e a expansão dos grandes grupos económicos provocou a deslocalização dos consumidores, que passam a optar pelas grandes superfícies.
«O consumidor dos dias de hoje tem uma preocupação acrescida de não ingerir hidratos de carbono e tem uma noção errada de que o pão engorda. O pequeno almoço da maioria das nossas crianças é feito à base de cereais, que, em boa verdade, possuem mais açúcar e gorduras que um simples pão escuro, que tem mais fibra e é mais saudável», acrescentou.
Graça Calisto notou ainda que o aumento do salário mínimo para 635 euros, em janeiro, irá, «obviamente», impactar o setor «e com todos os custos inerentes».
Assim, a secretária-geral da ACIP vincou que para 2020 se avizinham «tempos difíceis».

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