Ursula von der Leyen em Paris para inauguração da presidência francesa do Conselho da UE

A presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen e o Colégio de Comissários encontram-se em Paris para participar na inauguração da Presidência francesa do Conselho da União Europeia.

Na manhã desta sexta-feira, a presidente Ursula von der Leyen e o Colégio de Comissários participam na cerimónia de homenagem a Jean Monnet e Simone Veil, no Panteão, com o presidente e o primeiro-ministro franceses, e, a seguir, haverá uma reunião entre von der Leyen e o presidente Macron, a que se segue uma conferência de imprensa às 10h15.

A França assumiu no dia 1 de janeiro a presidência do Conselho da União Europeia, sucedendo à Eslovénia na presidência semestral rotativa do Conselho da União Europeia (UE), que representa os interesses dos 27 Estados-membros perante a Comissão Europeia e o Parlamento Europeu, sendo substituído pela República Checa no segundo semestre de 2022. É a 13.ª presidência rotativa semestral assumida pela França desde 1958.

Macron, que irá apresentar o programa da presidência francesa do Conselho da UE perante o Parlamento Europeu em 19 de janeiro, em Estrasburgo (França), já avançou, no início de dezembro, quais são as prioridades da França para o semestre.

A reforma do Espaço Schengen (área europeia de livre circulação de pessoas), a questão migratória e uma cimeira com a União Africana estão entre as prioridades francesas, que também englobam a realização de uma cimeira da UE em março, para discutir um novo modelo europeu de crescimento e investimento no pós-pandemia.

A defesa da introdução do salário mínimo europeu e da transparência salarial entre homens e mulheres é também uma meta traçada por Paris.

O programa francês inclui ainda uma conferência sobre os Balcãs Ocidentais, em junho, para promover a integração económica da região e “lutar contra a interferência e manipulação por parte de várias potências regionais que procuram desestabilizar a Europa”.

No olhar dos analistas, a presidência europeia semestral, que começa a cerca de três meses do escrutínio presidencial em França, marcado para abril, pode ser um potencial trampolim para Macron (que ainda mantém o ‘tabu’ sobre a sua candidatura) rumo às presidenciais.

A par do escrutínio presidencial (previsivelmente com duas voltas), agendado para 10 e 24 de abril, o país também terá eleições legislativas em junho.

“Esta presidência oferece a Macron uma plataforma que é bem-vinda, de forma a destacar o seu desempenho europeu, para se distinguir de alguns dos seus adversários e para apresentar novas reivindicações, novas ideias”, resume a investigadora Claire Demesmay, do Centro Franco-Alemão Marc-Bloch (Berlim), citada pelas agências internacionais.

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